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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Portalegre: uma cidade com um património (Visita dia 14 de Dezembro)

Fui pela primeira vez a Portalegre algures em 2003 ou 2004. Visitei os locais que, na altura, me pareceram óbvios: o Castelo, a Sé e pouco mais, tendo ficado com a impressão que se tratava de uma cidade com algum património potencialmente subaproveitado. Mais tarde, entre 2010 e 2011, trabalhei na cidade e foi aí que realmente a descobri. 


Foto 1 - Igreja de São Francisco de Portalegre (Séc. XIV)


Desde património industrial ao gótico, passando pelo Barroco e o Maneirismo, há de tudo um pouco nesta cidade. Um pouco, não! Há de tudo muito. No centro histórico multiplicam-se as casas com janelas e portas góticas, manuelinas e maneiristas. Em cada esquina encontramos um Palácio, uma Fonte, uma Igreja, um pedaço de Muralha, uma Torre do Castelo, uma Chaminé de uma Fábrica com centenas de anos.


Foto 2 - Fábrica Robinson (Séc. XIX)


Só Conventos, de rara beleza estética e arquitetónica, recordo-me, de cor, de três (São Francisco, São Bernardo e Santa Clara), um Colégio Jesuíta - hoje sede da Câmara Municipal - e um sem número de palácios - Barahona, Achiolli, Condes de Vila Real, etc. 


Foto 3 - Palácio Barahona (1800)


Com tamanho património é incompreensível a falta de turistas na cidade, a pouca oferta hoteleira e, sobretudo, o desconhecimento de alguns portalegrenses da sua história. Por todos estes motivos convido os leitores, se assim o desejarem, a virem comigo, no próximo dia 14 de Dezembro, Sábado, a visitarem a cidade de Portalegre. A ideia será, se existir um quórum mínimo de 8 pessoas, visitar o espaço Robinson e a Igreja de São Francisco de manhã e, após o almoço, a rede de património de Portalegre - um roteiro pelos principais monumentos da cidade. Consoante o número de interessados, marcar-se-á um restaurante em conta para o efeito. 

O custo das visitas é de apenas 2 € e a marcação terá que ser feita até dia 7 de Dezembro.



Foto 4 - Janela do Palácio dos Condes de Vila Real (Séc. XVI)

Prevendo que a maioria dos meus leitores norte-alentejanos sejam de Ponte de Sor, parece-me lógico a visita à ainda capital do Distrito. No entanto, uma visita a certos locais de Ponte de Sor também seria bastante frutuosa que, no caso de perceber que existe essa lacuna entre as pessoas com quem me relaciono, será a próxima.

Assim, se estiverem interessados, enviem um e-mail para: cmsaff@gmail.com

Aos lisboetas gostava que viessem descobrir esta cidade e, ao mesmo tempo, Ponte de Sor.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A demolição da Igreja da Encarnação - Um caso de destruição de património histórico

O atual bairro da encarnação deve o seu a uma Igreja - cujo topónimo posteriormente se difundiu por todo aquele lugar -, dedicada a Nossa Senhora da Encarnação, que, infelizmente, foi demolida nos anos 1940. Este templo datava do início do séc. XVIII, sendo, inclusivamente, descrito nas Memórias Paroquiais de Lisboa (1758). 

A Igreja situava-se nas portas (portela) de Lisboa, na convergência entre a Estrada de Sacavém e a Estrada da Circunvalação - de que hoje ainda resta um pequeno troço nas traseiras do Externato São Miguel Arcanjo -, onde também existia uma dependência do Banco Borges & Irmão, um posto fiscal do Ministério das Finanças e uma fábrica de loiça.

Atualmente, para quem conhece o local, toda esta estrutura situar-se-ia algures entre a Escola de Comércio de Lisboa; o viaduto da Avenida Alfredo Bensaúde; o antigo RALIS (Regimento de Artilharia de Lisboa) e a estação de lavagem de automóveis.  

Adquirida pela Câmara Municipal de Lisboa, em Janeiro de 1940, pouco depois a Igreja, que já se encontrava em estado avançado de degradação, foi demolida. Resta, felizmente, uma fotografia no Arquivo Municipal de Lisboa, recuperada na obra "O bairro da Encarnação e as antigas quintas dos Olivais" da autoria Carlos Inácio e Fernando Barreiros. É essa a fotografia que aqui se reproduz

 Igreja da Encarnação (séc. XVIII), em 1939. Fonte: Inácio, Carlos; Barreiro, Fernando - O bairro da Encarnação e as antigas quintas dos Olivais. Lisboa: Edição de autor, 2012.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Arquitetura civil oitocentista: entre Ponte de Sor e Olivais

No passado dia 21 de setembro, os “Encontros com a História” associaram-se à comemoração das Jornadas Europeias do Património e tive oportunidade de apresentar, no CAC de Ponte de Sor, uma pequena comunicação sobre “Arquitetura civil oitocentista no concelho de Ponte de Sor”. Tendo começado por caraterizar o contexto da produção arquitetónica em Portugal ao longo do século XIX, marcado sucessiva e também cumulativamente pelo neoclassicismo, o romantismo e o ecletismo, centrei-me depois nas tendências verificadas na arquitetura do sul do país e, em particular, em alguns imóveis oitocentistas do concelho de Ponte de Sor. Foi possível identificar elementos arquitetónicos neoclássicos, designadamente o traçado retilíneo das fachadas, o desenho de alguns vãos e o recurso a frisos e platibandas (sobretudo com balaustrada), encimadas por acrotérios (em forma de vaso ou esfera) e/ou estátuas. Mas verifica-se igualmente a introdução de componentes decorativos românticos e ecléticos, sobretudo o revestimento azulejar das fachadas e os belos trabalhos em ferro nas guardas e nas bandeiras dos vãos.


O estudo de um determinado assunto, principalmente no que à arte diz respeito, aguça-nos o olhar e desperta-nos para realidades que até então nos tinham passado despercebidas. Depois de umas semanas a estudar a arquitetura oitocentista e a observar atentamente imagens de múltiplos edifícios, incluindo pormenores que se perdem nas vistas gerais das fachadas, dei por mim a ver de outra forma ou a “ver” pela primeira vez diversos imóveis, não só em Ponte de Sor, mas também em Lisboa e, em particular, na zona dos Olivais. Aliás, neste caso, julgo ter despertado o mesmo tipo de “olhar” ao Carlos, que me alertou para as várias semelhanças entre os edifícios do centro histórico daquela freguesia lisboeta e os de Ponte de Sor, analisados na referida comunicação. Afinal (e não resisto a esta pequena provocação), constata-se que na então ainda “Capital do Império”, a par das tendências mais modernas e dos exemplares da “arquitetura de ponta” a nível nacional, se projetava de forma semelhante à da província, no que a arquitetura doméstica erudita diz respeito.

[Nota do editor: Os Olivais foram sede de concelho até 1886 e, portanto, não estavam integrados em Lisboa na época em que alguns destes edifícios foram projetados. Posteriormente, a freguesia continuou a manter um certo carácter pefiférico que só se esbateu totalmente em meados do século XX. Este tipo de arquitectura encontra-se, com facilidade, na Rua de São Bento com cronologias mais recuadas - anos 1850. Isto sem nenhum desprimor para «as nossas terras», Olivais e Ponte de Sor]

Seguem abaixo diversas fotografias de conjunto e de pormenores de imóveis oitocentistas pontessorenses, em particular, os Paços do Concelho e as Casas das Famílias Góis, Branco e Braga; bem como de dois edifícios contemporâneos olivalenses, ambos mandados edificar pelo industrial Francisco Alves Gouveia.

Casa da Família Goes (1877), Ponte de Sor.
Pormenor do gradeamento em ferro da Casa Goes.
Acrotério em forma de vaso, Casa Goes.

Paços do Concelho de Ponte de Sor (1886).
Acrotério de forma esférica, encimando o frontão da fachada lateral dos Paços do Concelho de Ponte de Sor. É idêntico ao que encontramos num dos edifícios da freguesia lisboeta dos Olivais (ver abaixo).
Acrotério em forma de vaso, Paços do Concelho de Ponte de Sor.

Casa da Família Braga (1900), Galveias, Ponte de Sor.
Estátua em cerâmica, figura feminina, Casa Braga.
Estátua em cerâmica, figura masculina, Casa Braga.

Casa mandada construir por António Pais Branco (1899), Ponte de Sor.
Pormenor do revestimento azulejar da fachada da Casa Pais Branco.

Pormenor do gradeamento em ferro da Casa Branco.


Casa mandada construir pelo industrial F. A. Gouveia, Olivais, Lisboa.
Acrotério em forma de vaso ou urna, casa acima.
Acrotério de forma piramidal, casa acima.
Friso com revestimento azulejar, casa acima.

Casa mandada construir pelo industrial F. A. Gouveia (1899), Praça da Viscondessa dos Olivais.
Revestimento azulejar da fachada da casa acima, incluindo o nome do encomendador e a data de construção.
Pormenor da platibanda da casa acima, com estátua e acrotério.

Estátua em barro (?), figura feminina, casa acima.
Acrotério de forma esférica, casa acima. É idêntico ao que encontramos no edifício dos Paços do Concelho de Ponte de Sor (ver acima).

domingo, 6 de outubro de 2013

Capela dos Alpoim na Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais

Na atual freguesia dos Olivais dos quatro edifícios utilizados como Igreja, apenas uma, a Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais, foi edificada anteriormente ao século XX. Isto porque uma outra, situada junto às portas (portela) de Lisboa foi demolida aquando da construção do Aeroporto. Mas isso será um assunto que abordarei noutra ocasião.

A Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais, como creio ser do conhecimento da grande maioria dos Olivalenses, foi fundada nos finais do séc. XIV. Contudo, o edifício atual é fruto de uma reconstrução setecentista, com bastantes alterações sofridas após o terramoto de 1755.

Sendo relativamente simples, com uma única nave, possui, no entanto, duas capelas. A do lado esquerdo, com a evocação de Nossa Senhora de Lourdes, ostenta o brasão da família Alpoim, bem como uma sepultura da mesma família.

Brasão da família Alpoim no arco de uma capela lateral da Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais

Era bastante comum, no Antigo Regime, que determinadas instituições (confrarias, algumas misericórdias de menores posses, etc.), assim como as famílias nobres, erguessem capelas privadas. Nestas poder-se-ia prestar culto aos padroeiros da irmandade, aos irmãos ou aos defuntos da família, consoante a capela fosse «institucional» ou «familiar». Era também comum a «aquisição» de missas - que, por um montante mais elevado, podiam ser cantadas - por alma dos que faleceram.

A Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais não constitui exceção e aqui ficam duas imagens, convidando todos os Olivalenses a visitarem este imóvel classificado como de Interesse Público.

Sepultura ostentando o brasão dos Alpoim. Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Hospital Vaz Monteiro



Hoje partilho com quem se interesse pelo património o site www.monumentos.pt, onde é possível aceder ao SIPA, Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, e pesquisar os itens inventariados em qualquer freguesia, concelho ou região do país. No caso concreto do concelho de Ponte de Sor, uma das fichas mais detalhadas que encontramos é a relativa ao edifício do Hospital Vaz Monteiro, hoje Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Sor. Este é um dos pontos de interesse do passeio pelo património pontessorense que se realizará amanhã, dia 22, a partir das 17h00, no âmbito do ciclo "Encontros com a História". Segue abaixo o link para essa ficha. Em cima, foto do edifício em causa, tirada c. 1936, ano da sua inauguração, e publicada em MURALHA, Pedro (dir.) – Ponte do Sôr: separata do Álbum Alentejano. Ponte de Sor: Câmara Municipal, [1930s].

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Arquivo Histórico Municipal de Ponte de Sor | Documentos do mês | Junho 2013 | As “casas da Câmara”: os Paços do Concelho de Ponte de Sor das origens ao século XX


Documento(s) do mês é uma mostra mensal, patente no átrio do Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor, que visa divulgar o património documental e histórico do concelho, recorrendo sobretudo a fontes do Arquivo Histórico Municipal.

No mês de junho, esta mostra articula-se com a iniciativa Encontros com a História, que consistirá em dois passeios orientados pelo património edificado da antiga vila de Ponte de Sor, a realizar nos dias 15 e 21. Um dos pontos de paragem do primeiro passeio será o edifício dos antigos Paços do Concelho, localizado na Rua Vaz Monteiro, e foi a sua história, bem como a dos seus antecessores, que escolhemos ilustrar através dos Documentos do mês.

A referência mais antiga que, até ao momento, encontrámos ao edifício sede da administração do Município de Ponte de Sor data de 1684; trata-se de uma ata de sessão de Câmara, que se realizou na casa do escrivão por as «cazas da camera estarem caídas» (ver Doc. 1). Uma provisão régia de 1682 autorizou a aplicação de 100.000 réis de impostos cobrados no concelho à reconstrução do edifício camarário, que já estaria concluída em 1687. É provavelmente esse imóvel que encontramos descrito no Tombo concelhio de 1767 (ver Doc. 2). Localizava-se no centro histórico da vila, junto das vias principais, a Rua Grande (atual Rua Vaz Monteiro) e a Ponte, e tinha dois pisos, sendo o superior certamente destinado às atividades governativas e administrativas da Câmara. A porta principal situava-se num balcão, ao cimo de uma escada de pedra com doze degraus, virada a poente. Este piso era composto por duas divisões, cada uma com uma janela, tendo também a primeira uma chaminé. O piso térreo incluía igualmente duas casas; a primeira servia de Açougue e tinha uma porta para o norte; a segunda era a Cadeia, com uma janela protegida por grades de ferro e igualmente virada a norte. Anexas a este bloco principal estavam a Torre do Relógio e, para o lado sul, uma casa térrea, com porta para o poente, chaminé e cantareiras. Na Praça da Câmara, situada em frente do edifício, ficava o Pelourinho.

De acordo com os registos de despesa do Município de Ponte de Sor, aquele edifício sofreu obras, consertos ou reparos frequentes no último terço do século XVIII. Já em 1857, foi arrematada uma obra de vulto nas casas da Câmara, envolvendo trabalho de carpintaria e de alvenaria. Face possivelmente à sua degradação, este imóvel acabou por ser demolido, construindo-se no mesmo local, em 1886, os novos Paços do Concelho (ampliados logo em 1894, para melhor instalação do tribunal judicial e da cadeia), que ali funcionariam durante um século, até 1987 (ver Doc. 3).
  
Documento 1
Ponte de Sor, 26 de fevereiro de 1684 – A sessão da Câmara Municipal de Ponte de Sor teve lugar «nesta villa nas pouzadas de morada de mim escrivão abaixo nomeado pellas cazas da camera estarem caidas». Esta situação tinha já levado os oficiais da Câmara a enviar uma petição ao Rei «em rezão das cazas da camera della estarem aruinadas e não aver no conselho rendas com que se posam levantar nem apozento pera se acomodarem os ministros quando vam a ella em coreiçam». Em resposta, a provisão régia de 1682 autorizara a aplicação de um imposto cobrado no concelho às obras necessárias. AHMPS, Livro da Camera que começa a servir este anno de 1684 [1684-1691], fls. 1, 7-7v.

Documento 2
Ponte de Sor, 6 de julho de 1767 – «Autto de medissam das cazas da Camera da villa da Pontte do Sor», medição realizada por ordem do Provedor da Comarca de Tomar. Segundo a descrição, no século XVIII, as casas da Câmara, ou seja, o edifício dos Paços do Concelho, tinham dois pisos e a torre do relógio; no piso térreo ficavam a Cadeia e o Açougue e no superior, as duas divisões utilizadas para fins administrativos. Os dois pisos eram unidos por uma escada exterior de pedra, no cimo da qual havia um balcão, com a porta principal. AHMPS, Traslado de escrituras de aforamento dos bens do Concelho e do Tombo dos bens do Concelho, fls. 130-132.

Documento 3 (em cima)
Ponte de Sor, [s.d.] – Paços do Concelho e antigo Largo do Município, hoje Praça da República, possivelmente fotografados em dia de feira. Reprodução de bilhete-postal integrado na publicação Bloco-postal: recordação de Ponte do Sor. Portugal. Ponte de Sor: Typ. Minerva Alentejana, [1928].

sábado, 15 de dezembro de 2012

Património Histórico de Ponte de Sor: Os moinhos de água (II)

Tenho uma certa relação afectiva com os Moinhos de Água que se situavam (e alguns ainda se situam, apesar de inactivos) ao longo da Ribeira de Sor, no concelho de Ponte de Sor. 


Dediquei-lhes um post aqui, e umas linhas aqui: "Ao longo da primeira metade do século XX, a economia montargilense manteve o seu carácter predominantemente rural, com o processamento de produtos agrícolas a constituir uma das principais áreas de investimento da indústria local (...) embora tenha existido um esforço de maquinização da lavoura alentejana, sabendo-se, por exemplo, que em Montargil se registaram algumas debulhadoras mecânicas entre 1922 e 1950, permaneceram muitos dos modos de produção arcaicos. Tal é confirmado pelo número elevado de moinhos que continuaram a laborar e pelo facto de a indústria da panificação ter mantido a utilização de fornos de origem pré-industrial." em Faísca, Carlos Manuel. 2011. «Introdução Histórica». Em Montargil na rota do sagrado, ed Associação Nova Cultura de Montargil, 10–19. Montargil: Associação Nova Cultura de Montargil.


Finalmente consegui identificar o número de moinhos que laboravam no concelho de Ponte de Sor, antes da destruição de muitos, na freguesia de Montargil, devido à construção da respectiva barragem. Assim, o número total de moinhos identificados neste concelho ascendia, em 1952, a 45, laborando todos mais de duzentos dias por ano, com a excepção de quatro cujo número de dias de trabalho aproximava-se dos trezentos. Neste período de tempo, estes exemplos de indústrias agrícolas de carácter familiar seriam responsáveis pela moagem de 615 toneladas de milho, 250 toneladas de trigo e 33 toneladas de centeio. 

Não faço ainda ideia o que é que estes valores representam na produção total do concelho, mas é algo que se poderá descobrir, bastando consultar as Estatísticas Agrícolas publicada pelo INE, onde são discriminadas as produções concelhias. A fonte de todas estas informações é o Inquérito Agrícola e Florestal do Concelho de Ponte de Sor, publicado em 1952.

Moinhos de Água activos no Concelho de Ponte de Sor (1952)

Freguesia
Nº Moinhos
Ponte  Sor
27
Montargil
17
Galveias
1



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Património desaparecido: Antiga Igreja Matriz de Ponte de Sor




No passado sábado, tive o prazer de conduzir um passeio pelo centro histórico da antiga vila de Ponte de Sor, fazendo referência a uma série de bens patrimoniais ainda existentes e a outros que, infelizmente, não chegaram até nós. Um destes é a Antiga Igreja Matriz, que foi demolida em 1887, devido ao seu avançado estado de ruína, tendo então começado a ser construída a atual Matriz (inaugurada em 1903). Já desde pelo menos meados do século XIX que o edifício da Antiga Igreja carecia de obras. A comprová-lo, temos, por exemplo, o facto de, em 1862, a Junta de Paróquia de Ponte de Sor, que tinha direito à administração dos bens das confrarias da freguesia extintas, pretender aplicar o produto da venda dos objetos e bens das Confrarias do Rosário e das Almas «aos reparos de que carece a Igreja Matris» (ofício de 1862 Junho 4).

Parece-me interessante salientar que entre os objetos vendidos estiveram peças de ourivesaria de carácter religioso, que se perderam assim por motivos muito pragmáticos e devido à pobreza da Junta de Paróquia de Ponte de Sor. Com isto, chamo também a atenção para o património móvel pontessorense que foi desaparecendo ao longo do tempo e do qual muitas vezes só temos conhecimento através da análise das fontes históricas.
Mais concretamente, segundo os respectivos autos de arrematação, foram vendidos:

o   «algum ouro dos santos despensavel, para com o seu producto ser applicado aos reparos da Egreja Matriz desta Villa», a saber: 1 cordão, 11 brincos de pescoço e 3 pares de botões das orelhas (sic), tudo pesando 37 oitavas e meia ou 131,25 gramas, no valor de 50.845 réis, comprado por um negociante de ouro (auto de 6 Outubro 1863);
o   «uma porção de prata, pertencente á Igreja Matriz desta Villa, despensavel ao uzo da mesma», «para ser seu producto applicado ao conserto da Egreja», a saber: 1 cruz, o bojo de outra, 2 cálices e 3 patenas, tudo pesando 15 marcos ou 3.442 gramas, no valor de 97.500 réis, comprado por um indivíduo de Vale de Santarém (auto de 5 Outubro 1863). É provável que esta prata tenha pertencido à Confraria das Almas, pois o alvará régio de 23 Outubro 1862 autorizava a Junta de Paróquia de Ponte de Sor a vender os bens daquela, legalmente extinta, entre os quais algumas alfaias de prata, para com produto se proceder aos «urgentes reparos de que muito carece o templo da mesma freguesia»; isto tendo em vista a informação do Governador Civil de que a Junta não tinha outros recursos para realizar a obra.

Nota: os documentos citados encontram-se no Arquivo Municipal de Ponte de Sor e integram a série da correspondência recebida pela Administração do Concelho. Na foto, localização da Antiga Igreja Matriz de Ponte de Sor, em frente ao Mercado Municipal.

sábado, 1 de setembro de 2012

Arquivo Municipal de Ponte de Sor | Documentos do mês (Setembro) | "A Fonte da Vila: se bebe na bica… fica em Ponte do Sor"

A presente mostra documental faz parte de uma série apresentada mensalmente, sob o título Documento(s) do mês, que visa divulgar o património documental e histórico do Município de Ponte de Sor.

Este mês, associamo-nos às Jornadas Europeias do Património, uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, que envolve cerca de 50 países, com o objetivo de sensibilizar os cidadãos europeus para a importância da salvaguarda do património. Neste sentido, cada país elabora anualmente um programa de atividades a nível nacional, a realizar em Setembro, acessível gratuitamente ao público. A Direção‐Geral do Património Cultural, enquanto coordenador nacional das Jornadas Europeias do Património, propõe para 2012 o tema “O Futuro da Memória”, com o qual pretende promover a aproximação do público ao património cultural, no seu sentido mais amplo, realçando a sua importância enquanto memória e documento da história e do desenvolvimento das sociedades e também o seu papel para a construção do futuro (ver Memorando da DGPC, disponível em http://www.igespar.pt).

O Município de Ponte de Sor participa nestas comemorações organizando, no dia 29 de Setembro, a “Rota do património histórico edificado da antiga vila”, com um percurso pedestre orientado pelo centro histórico de Ponte de Sor e paragem em vários pontos de interesse, entre os quais a Ponte sobre a Ribeira de Sor, a Fonte da Vila, as Capelas de S. Pedro e das Almas, a Igreja Matriz e os Paços do Concelho.

Os documentos do mês são alusivos a um dos mais emblemáticos pontos de interesse patrimoniais de Ponte de Sor, a Fonte da Vila, que data possivelmente do século XVIII. A referência mais antiga que se conhece à Fonte é feita pelo médico Francisco da Fonseca Henriques, na obra Aquilegio Medicinal, publicada em 1726 (ver Doc. 1). Na documentação do Arquivo Municipal, as mais recuadas menções à Fonte datam de 1759 (escritura de aforamento de uma propriedade concelhia situada junto àquela) e 1835 (Auto de Vereação da Câmara impondo vigilância para garantir a qualidade da respetiva água). Uma fotografia publicada na década de 1930 (ver Doc. 3) revela-nos um monumento ligeiramente diferente do atual, tendo a Fonte sofrido algumas intervenções, sobretudo nas armas régias que a ornamentam e que foram mandadas alterar após a Implantação da República (1910), para remoção da coroa, símbolo do poder monárquico destituído (ver Doc. 2).

Documento 1
HENRIQUES, Francisco da Fonseca – Aquilegio medicinal, em que se dá noticia das agoas de Caldas, de fontes, rios, poços, lagoas e cisternas do Reyno de Portugal e dos Algarves que, ou pelas virtudes medicinaes que tem, ou por outra alguma singularidade, são dignas de particular memoria. Lisboa Ocidental: Off. de Musica, 1726. Cap. III («Das fontes frias»), n.º XIV, p. 85. Mais antiga referência à Fonte da Vila, aludindo às suas propriedades medicinais: «Na Villa de Ponte do Soro ha huma fonte que tem conhecida virtude para os achaques de pedra, e areas, como se tem experimentado muytas vezes.»

Documento 2
Fotografia da Fonte da Vila, publicada na década de 1930 em: Concelho de Ponte do Sôr: sua história, seus valores. Separata de Álbum Alentejano. Dir. Pedro Muralha. [S.l.]: Câmara Municipal de Ponte de Sor, [1930s], p. 6. Legenda: «Fonte de antiquíssima construção. Cliché de J. Reis.»



Documento 3
Ponte de Sor, 20 de Abril de 1911 – Em sessão da Câmara Municipal, por proposta do presidente, Dr. Henrique José Caldeira Queirós, «foi deliberado que immediatamente fosse derrubada a corôa que existe no frontespicio da fonte da villa». Não sabemos se esta deliberação chegou a ser posta em prática, mas é certo que as armas régias esculpidas no centro do frontispício da Fonte já sofreram algumas intervenções ao longo dos anos (ver AMPS, Actas das sessões da Camara Municipal de Ponte do Sôr. 1909-1913, fl. 91v).

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Viagens na História: Rota das Igrejas

No passado sábado efectuei mais uma visita às Igrejas da Paróquia de S. Nicolau, em Lisboa, onde incluí também uma breve visita à Igreja de Santa Maria Maior de Lisboa, isto é, à Sé de Lisboa. Estas visitas, que até agora têm sido levadas a cabo em colaboração com a Paróquia de São Nicolau, pretendem dar a conhecer o património histórico religioso da baixa lisboeta que, estranhamente, é muitas vezes desconhecido entre os próprios Lisboetas. Ora, se todos conhecem a Sé de Lisboa - embora quase nunca saibam que a sua primeira denominação é de Igreja de Santa Maria Maior -, a Igreja de São Nicolau e, em menor medida, a Igreja da Conceição Velha, poucos são aqueles que, mesmo tendo passado milhares de vezes por elas, conhecem a Igreja de Nossa Senhora da Vitória e, sobretudo, a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira. De facto é muito raro encontrar-se uma igreja setecentista que se situa no rés-do-chão de um prédio de habitação, como é o caso desta última.


(Entrada da Sacristia do Convento da Graça)

É para explicar esse estranho evento, assim como alguma da História por detrás de cada templo e daquela zona da cidade, que eu ou o meu colega Joel Moedas Miguel lá estamos. Assim, a visita não se fica por uma abordagem exaustiva à parte artística, que aliás não é de todo desejável, partindo antes para uma abordagem mais abrangente à História de Lisboa; de algumas das instituições portuguesas como, por exemplo, as Misericórdias e Ordem de Cristo; da Igreja e de cada templo.

Temos organizado também visitas ao Património Histórico da zona da Graça, também em Lisboa. De futuro tencionamos expandir as visitas a outro tipo de Património e a outras regiões do país, mas será algo que aqui anunciarei, bem como a próxima visita que faremos.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

O negócio corticeiro no Alentejo: Produção florestal e Indústria (1834-1914)

Este é o título da minha investigação de doutoramento que esperançosamente será desenvolvida nos próximos três anos, no âmbito do Plano Inter Universitário de Doutoramento em História (PIUDH), cuja instituição de acolhimento será o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS/UL). Como já fui aceite pelas referidas instituições, resta-me saber se tenho uma das duas condições essenciais para poder investigar: uma bolsa de doutoramento ou uma bolsa num projecto de investigação que me permita prosseguir com a minha investigação.

De qualquer forma este tema tem suscitado algum interesse, pelo que fui convidado a apresentá-lo no Seminário de História Económica e Social "Santiago Zapata Blanco" na Universidad de Extremadura, em Badajoz. Convite semelhante chegou a semana passada da Fundação Robinson, com sede em Portalegre, pelo que farei uma comunicação sobre este assunto no próximo sábado, dia 30 de Junho, pelas 10h30.

Deixo-vos aqui um resumo e o respectivo cartaz como forma de vos convidar a assistir.



Durante o século XIX, a produção agrícola nacional e, em particular, a alentejana, conheceu globalmente um crescimento que assentou, essencialmente, no aumento da área agrícola. Nesse período e, sobretudo, na segunda metade de Oitocentos, também o produto industrial português cresceu, seguindo a indústria alentejana o mesmo sentido. Neste contexto, as atividades corticeiras ganharam uma importância preponderante na economia portuguesa e, especialmente, na economia regional alentejana, quer do ponto de vista florestal, levando, por exemplo, a que a área de sobreiro duplicasse e passasse a constituir-se como o principal fator de cálculo das propriedades alentejanas, quer em termos industriais, já que a indústria corticeira se tornou na principal atividade secundária alentejana, representando, a nível nacional, cerca de metade das unidades industriais e do produto bruto industrial.
Assim, a cortiça assumiu-se como um dos principais produtos exportados pela economia portuguesa pois, nos primeiros anos do século XX, era o terceiro produto com maior peso nas exportações nacionais . Este movimento de especialização na exportação de produtos primários foi transversal a outras economias periféricas europeias como, por exemplo, a Dinamarca, a Hungria, a Suécia, a Espanha ou a Grécia. Em alguns casos, a exportação em grande escala de produtos primários, nos quais estes países possuíam uma vantagem natural, permitiu às respetivas economias alcançar o nível dos países mais desenvolvidos, devido ao efeito de arrastamento das exportações no conjunto de cada economia. Embora o mesmo não tenha sucedido com o setor corticeiro português, este foi-se impondo na economia nacional até que, em meados do século XX, correspondia a mais de 20% das exportações portuguesas.
Com tamanha importância na economia nacional, o setor corticeiro português conta com diversos estudos, porém centrados no seu período mais florescente, isto é, o século XX. No âmbito cronológico que nos propomos estudar, existe uma escassez de trabalhos científicos cujo objeto de estudo seja especificamente o negócio corticeiro português e, em particular, o caso alentejano.
      De forma a colmatar esta lacuna, o autor apresentou um projeto de doutoramento, entretanto aceite, no Plano Inter-Universitário de Doutoramento em História, que incide sobre o desenvolvimento do negócio corticeiro no Alentejo, durante o século XIX. Assim, esta comunicação divide-se em duas partes. A primeira, essencialmente de contextualização, procura demonstrar a pertinência do tema para o estudo da economia portuguesa e da economia alentejana de Novecentos. Já a segunda, apresenta os principais problemas por detrás da investigação que agora se vai iniciar, bem como a extrema importância dos dados levantados pela Fundação Robinson, no âmbito do projeto ARQROB, para o sucesso da mesma. 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Projecto turístico da albufeira de Montargil


Anteontem tive oportunidade de passar os olhos pelo Público, e embora não tenha feito nada mais do que realmente passar os olhos, li uma reportagem sobre o falhanço do projecto turístico do Alqueva. De forma automática, a minha mente estabeleceu a comparação com o caso de Montargil, uma Albufeira com mais de 50 anos e, tal como a sua congénere do Baixo Alentejo, tem prometido uma revolução turística que continua, em parte, por cumprir. Não que a albufeira não tenha atraído alguns investimentos turísticos, no entanto, creio que todos estão de acordo que estes foram reduzidos e, infelizmente, muitos têm vindo a falhar. Para piorar o cenário correm alguns rumores sobre o possível encerramento do CS Hotel do Lago, o maior e mais luxuoso dos diversos investimento turísticos feito nas margens desta barragem.

Espero sinceramente que o CS mantenha a sua actividade e, dessa forma, traga cada vez mais turistas a Montargil e ao Alto Alentejo. Contudo, queria tecer algumas considerações que, na minha opinião, prejudicam o turismo na zona de Montargil, no caso de empreendimentos de luxo como o CS Hotel do Lago ou do projecto falhado do Charcas Lagoon Resort.

Ao contrário do Presidente da Câmara, eu não compreendo porque é que alguém que está disposto a pagar mais de 120 euros por noite opte por Montargil, em detrimento de qualquer destino no estrangeiro ou, dentro do território nacional, na praia, na montanha e no campo. Eu não faria pelo simples facto que, para além de uma barragem e de uma paisagem agradável, na realidade Montargil e o restante concelho de Ponte de Sor, à primeira vista, pouco mais têm para oferecer. Não dispondo de património histórico visitável ou de qualquer outra actividade que seduza o visitante como, por exemplo, pode com facilidade encontrar-se no Sotavento Algarvio, no triângulo Évora-Elvas-Vila Viçosa ou nas aldeias históricas das Beiras. 

Contudo, o Alto Alentejo é fértil em património histórico (Alter, Crato, Avis, Portalegre, Belver) e mesmo Ponte de Sor tem algum potencial por explorar como, por exemplo, os moinhos de água. Podem ainda surgir outras actividades de carácter lúdico e recreativo, das quais a empresa Azenhas de Seda são um raro exemplo. Só assim, na minha opinião, se pode fidelizar o público que tem possibilidade de escolher com facilidade outros destinos.

Em relação a um segmento com menores recursos económicos, creio que a barragem tem feito o seu papel, sendo visível o sucesso da Orbitur. É sempre mais fácil agradar quem não tem outras possibilidades de escolha e, consequentemente, quem desconhece outras realidades.

Pessoalmente espero, num futuro a médio prazo, contribuir para o estabelecimento da indústria turística no concelho de Ponte de Sor e já dei uma modesta contribuição. Em Junho de 2011, a Associação Nova Cultura e a Staurós, contando com o apoio da Câmara Municipal, lançou uma obra que descreve o património histórico religioso da freguesia de Montargil. Trata-se da obra "Montargil na Rota do Sagrado" e  fui o autor da introdução histórica. Um dos objectivos era exactamente de divulgar entre os turistas este património. Para o conseguir é ainda necessário que o mesmo esteja visitável, pelo menos na época alta. Eu sei que a logística é muito difícil, mas recordo-me que Câmara Municipal de Tavira consegue ter, durante o Verão, cerca de 30 monumentos abertos ao público recorrendo a um programa de "Férias Activas" entre os estudantes do ensino secundário.

Fica aqui esta ideia e as minhas opiniões, agora espero as vossas.....


domingo, 6 de novembro de 2011

Património Histórico de Ponte de Sor: Os moinhos de água

No passado dia 16 de Abril de 2011, no âmbito das Comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, assisti no Centro de Artes e Cultura a uma conferência intitulada "Giram rodízios de espuma...A água e as actividades económicas em Ponte de Sor: os moinhos", proferida por Ana Isabel Silva.

Bom tenho a dizer que foi com a oradora que contraí o sagrado matrimónio - sagrado para nós pois tratou-se de uma cerimónia laica - no passado dia 4 de Junho de 2011.

Como forma de ilustrar a dita apresentação, no fim-de-semana anterior, percorremos o percurso da Ribeira de Sor a jusante da nossa cidade e fotografámos os três moinhos aí existentes, Moinho da Sobreira, Moinho da Pontinha e o famoso Moinho Novo da Tramaga.

O estado de conservação destes moinhos e o facto de ter aprendido que este meio de produção pré-indutrial ainda laborava no anos 1960, despertou a minha atenção. Desde logo tive a intenção de aprofundar historicamente o tema e, como é habitual, a minha mulher estava no mesmo diapasão.

No entanto, questões de ordem pessoal e profissional têm-nos retirado o tempo necessário para estudarmos convenientemente esta questão. Depois desse dia nada fizemos até o início da semana passada juntado o "útil" ao "agradável". Assim, temos aproveitado os longos passeios a que estamos "obrigados" para procurar mais algumas destas estruturas, desta feita a montante de Ponte de Sor. Hoje assinalámos mais duas - o Moinho da Pedreira e o Moinho do Pinheiro -, e ficamos a saber da existência de um outro Moinho a Nordeste destes.

Para já não iremos iniciar nenhuma pesquisa documental, mas vamos assinalar todos os moinhos na carta militar de Ponte de Sor.

Faço aqui um apelo a todos os leitores para que me enviem um e-mail, caso saibam da existência de mais moinhos de água que estejam dentro dos limites do Concelho de Ponte de Sor.

Calculo que com a construção da barragem de Montargil, alguns dos moinhos de água daquela freguesia estejam hoje submersos, contudo, se sobre estes também tiverem alguma informação por favor não hesitem em me contactar.

E agora deixo-vos com algumas das fotos que tirei.


Figura 1 - Moinho do Pinheiro

Figura 2 - Moinho da Sobreira

Figura 3 - Rodízio do Moinho da Pontinha

Figura 4 - Moinho da Pontinha