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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Viagens na História: Rota das Igrejas

No passado sábado efectuei mais uma visita às Igrejas da Paróquia de S. Nicolau, em Lisboa, onde incluí também uma breve visita à Igreja de Santa Maria Maior de Lisboa, isto é, à Sé de Lisboa. Estas visitas, que até agora têm sido levadas a cabo em colaboração com a Paróquia de São Nicolau, pretendem dar a conhecer o património histórico religioso da baixa lisboeta que, estranhamente, é muitas vezes desconhecido entre os próprios Lisboetas. Ora, se todos conhecem a Sé de Lisboa - embora quase nunca saibam que a sua primeira denominação é de Igreja de Santa Maria Maior -, a Igreja de São Nicolau e, em menor medida, a Igreja da Conceição Velha, poucos são aqueles que, mesmo tendo passado milhares de vezes por elas, conhecem a Igreja de Nossa Senhora da Vitória e, sobretudo, a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira. De facto é muito raro encontrar-se uma igreja setecentista que se situa no rés-do-chão de um prédio de habitação, como é o caso desta última.


(Entrada da Sacristia do Convento da Graça)

É para explicar esse estranho evento, assim como alguma da História por detrás de cada templo e daquela zona da cidade, que eu ou o meu colega Joel Moedas Miguel lá estamos. Assim, a visita não se fica por uma abordagem exaustiva à parte artística, que aliás não é de todo desejável, partindo antes para uma abordagem mais abrangente à História de Lisboa; de algumas das instituições portuguesas como, por exemplo, as Misericórdias e Ordem de Cristo; da Igreja e de cada templo.

Temos organizado também visitas ao Património Histórico da zona da Graça, também em Lisboa. De futuro tencionamos expandir as visitas a outro tipo de Património e a outras regiões do país, mas será algo que aqui anunciarei, bem como a próxima visita que faremos.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Projecto turístico da albufeira de Montargil


Anteontem tive oportunidade de passar os olhos pelo Público, e embora não tenha feito nada mais do que realmente passar os olhos, li uma reportagem sobre o falhanço do projecto turístico do Alqueva. De forma automática, a minha mente estabeleceu a comparação com o caso de Montargil, uma Albufeira com mais de 50 anos e, tal como a sua congénere do Baixo Alentejo, tem prometido uma revolução turística que continua, em parte, por cumprir. Não que a albufeira não tenha atraído alguns investimentos turísticos, no entanto, creio que todos estão de acordo que estes foram reduzidos e, infelizmente, muitos têm vindo a falhar. Para piorar o cenário correm alguns rumores sobre o possível encerramento do CS Hotel do Lago, o maior e mais luxuoso dos diversos investimento turísticos feito nas margens desta barragem.

Espero sinceramente que o CS mantenha a sua actividade e, dessa forma, traga cada vez mais turistas a Montargil e ao Alto Alentejo. Contudo, queria tecer algumas considerações que, na minha opinião, prejudicam o turismo na zona de Montargil, no caso de empreendimentos de luxo como o CS Hotel do Lago ou do projecto falhado do Charcas Lagoon Resort.

Ao contrário do Presidente da Câmara, eu não compreendo porque é que alguém que está disposto a pagar mais de 120 euros por noite opte por Montargil, em detrimento de qualquer destino no estrangeiro ou, dentro do território nacional, na praia, na montanha e no campo. Eu não faria pelo simples facto que, para além de uma barragem e de uma paisagem agradável, na realidade Montargil e o restante concelho de Ponte de Sor, à primeira vista, pouco mais têm para oferecer. Não dispondo de património histórico visitável ou de qualquer outra actividade que seduza o visitante como, por exemplo, pode com facilidade encontrar-se no Sotavento Algarvio, no triângulo Évora-Elvas-Vila Viçosa ou nas aldeias históricas das Beiras. 

Contudo, o Alto Alentejo é fértil em património histórico (Alter, Crato, Avis, Portalegre, Belver) e mesmo Ponte de Sor tem algum potencial por explorar como, por exemplo, os moinhos de água. Podem ainda surgir outras actividades de carácter lúdico e recreativo, das quais a empresa Azenhas de Seda são um raro exemplo. Só assim, na minha opinião, se pode fidelizar o público que tem possibilidade de escolher com facilidade outros destinos.

Em relação a um segmento com menores recursos económicos, creio que a barragem tem feito o seu papel, sendo visível o sucesso da Orbitur. É sempre mais fácil agradar quem não tem outras possibilidades de escolha e, consequentemente, quem desconhece outras realidades.

Pessoalmente espero, num futuro a médio prazo, contribuir para o estabelecimento da indústria turística no concelho de Ponte de Sor e já dei uma modesta contribuição. Em Junho de 2011, a Associação Nova Cultura e a Staurós, contando com o apoio da Câmara Municipal, lançou uma obra que descreve o património histórico religioso da freguesia de Montargil. Trata-se da obra "Montargil na Rota do Sagrado" e  fui o autor da introdução histórica. Um dos objectivos era exactamente de divulgar entre os turistas este património. Para o conseguir é ainda necessário que o mesmo esteja visitável, pelo menos na época alta. Eu sei que a logística é muito difícil, mas recordo-me que Câmara Municipal de Tavira consegue ter, durante o Verão, cerca de 30 monumentos abertos ao público recorrendo a um programa de "Férias Activas" entre os estudantes do ensino secundário.

Fica aqui esta ideia e as minhas opiniões, agora espero as vossas.....