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domingo, 6 de outubro de 2013

Capela dos Alpoim na Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais

Na atual freguesia dos Olivais dos quatro edifícios utilizados como Igreja, apenas uma, a Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais, foi edificada anteriormente ao século XX. Isto porque uma outra, situada junto às portas (portela) de Lisboa foi demolida aquando da construção do Aeroporto. Mas isso será um assunto que abordarei noutra ocasião.

A Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais, como creio ser do conhecimento da grande maioria dos Olivalenses, foi fundada nos finais do séc. XIV. Contudo, o edifício atual é fruto de uma reconstrução setecentista, com bastantes alterações sofridas após o terramoto de 1755.

Sendo relativamente simples, com uma única nave, possui, no entanto, duas capelas. A do lado esquerdo, com a evocação de Nossa Senhora de Lourdes, ostenta o brasão da família Alpoim, bem como uma sepultura da mesma família.

Brasão da família Alpoim no arco de uma capela lateral da Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais

Era bastante comum, no Antigo Regime, que determinadas instituições (confrarias, algumas misericórdias de menores posses, etc.), assim como as famílias nobres, erguessem capelas privadas. Nestas poder-se-ia prestar culto aos padroeiros da irmandade, aos irmãos ou aos defuntos da família, consoante a capela fosse «institucional» ou «familiar». Era também comum a «aquisição» de missas - que, por um montante mais elevado, podiam ser cantadas - por alma dos que faleceram.

A Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais não constitui exceção e aqui ficam duas imagens, convidando todos os Olivalenses a visitarem este imóvel classificado como de Interesse Público.

Sepultura ostentando o brasão dos Alpoim. Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Viagens na História: Rota das Igrejas

No passado sábado efectuei mais uma visita às Igrejas da Paróquia de S. Nicolau, em Lisboa, onde incluí também uma breve visita à Igreja de Santa Maria Maior de Lisboa, isto é, à Sé de Lisboa. Estas visitas, que até agora têm sido levadas a cabo em colaboração com a Paróquia de São Nicolau, pretendem dar a conhecer o património histórico religioso da baixa lisboeta que, estranhamente, é muitas vezes desconhecido entre os próprios Lisboetas. Ora, se todos conhecem a Sé de Lisboa - embora quase nunca saibam que a sua primeira denominação é de Igreja de Santa Maria Maior -, a Igreja de São Nicolau e, em menor medida, a Igreja da Conceição Velha, poucos são aqueles que, mesmo tendo passado milhares de vezes por elas, conhecem a Igreja de Nossa Senhora da Vitória e, sobretudo, a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira. De facto é muito raro encontrar-se uma igreja setecentista que se situa no rés-do-chão de um prédio de habitação, como é o caso desta última.


(Entrada da Sacristia do Convento da Graça)

É para explicar esse estranho evento, assim como alguma da História por detrás de cada templo e daquela zona da cidade, que eu ou o meu colega Joel Moedas Miguel lá estamos. Assim, a visita não se fica por uma abordagem exaustiva à parte artística, que aliás não é de todo desejável, partindo antes para uma abordagem mais abrangente à História de Lisboa; de algumas das instituições portuguesas como, por exemplo, as Misericórdias e Ordem de Cristo; da Igreja e de cada templo.

Temos organizado também visitas ao Património Histórico da zona da Graça, também em Lisboa. De futuro tencionamos expandir as visitas a outro tipo de Património e a outras regiões do país, mas será algo que aqui anunciarei, bem como a próxima visita que faremos.