Em toda a minha vida procurei a crítica alheia sobre a minha pessoa. Quer se tratasse de um trabalho académico, de uma atitude ou de uma maneira de estar, sempre pedi a mais sincera opinião daqueles que me rodeiam, com o objectivo final de assim poder evoluir.
Como exemplo, posso referir que sempre que termino um artigo ou uma comunicação costumo enviar para três ou quatro amigos e imploro pelas suas críticas e sinceridade. Se está com uma qualidade insuficiente, digam-no ou nunca o saberei. Se tem um erro, uma gralha, um raciocínio mal construído, assinalem ou corro o risco de os perpetuar eternamente.
Críticas construtivas, pois claro! E não admito faltas de respeito, que aliás nunca aconteceram.
A sociedade portuguesa vive um dos momentos mais difíceis da sua história recente, perante este contexto nunca uma crítica construtiva fez maior sentido, na minha opinião obviamente. Com respeito, boa-fé, educação e fundamentação, nenhum assunto deve estar acima de qualquer avaliação.
Ao criticado, a sugestão alheia deve fazer reflectir a possível pertinência da crítica, nem sempre esta é certeira mas por algum motivo surgiu. Para quem crítica, é essencial fundamentar-se, e estar disposto a realmente ajudar ou então não tem qualquer legitimidade para sequer ser ouvido.
Creio que toda a sociedade que se quer ou se diz democrática deve adoptar esta postura. Ou estarei errado? Não me parece que seja através de dogmas que retomaremos o caminho do desenvolvimento económico-social.
No entanto, posso estar errado. Por Favor critiquem-me!