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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Criando os chaparrais: dois séculos de montado de sobro no Alentejo


No próximo dia 5 de Julho, pelas 16h00, na Biblioteca Municipal de Ponte de Sor, será apresentado o livro da minha autoria «Criando os chaparrais: dois séculos de montado de sobro no Alentejo», através de uma conferência que incidirá naturalmente no conteúdo do mesmo.


O livro, prefaciado pelo Eng. Hugo Hilário, aborda, em pouco mais de 50 páginas, a evolução do montado de sobro alentejano ao longo da história, com o objetivo de conceder ao leitor uma visão geral sobre a «construção» do montado de sobro de uma forma despretensiosa e simples,mas séria e historiograficamente rigorosa.




Este sistema agro-florestal (e ecossistema), tal como ele se apresenta hoje – sem dúvida a principal imagem identificadora de grande parte do Alentejo –, não é mais do que o resultado de séculos de ações e transformações do Homem sobre a natureza. A uma primeira fase mais marcada pela destruição, opôs-se uma fase de construção do montado de sobro, cujas origens remontam a meados do século XVIII, mas que apenas se generalizou durante o século XIX aquando da valorização da cortiça como produto industrial. A obra acompanha assim as vicissitudes do montado de sobro, com especial incidência nos últimos duzentos anos, dando o devido destaque à ação de entidades privadas, às diferentes intervenções do Estado e, sobretudo, às consequências que daí advieram para um dos mais importantes setores da economia regional e nacional, visto que é em Portugal que o sobreiro encontra as melhores condições no planeta para o seu desenvolvimento.

Integrado na coleção «Chaparando: conversas à sombra de um sobreiro» da editora Apenas Livros, este é o primeiro número de uma coleção composta por «livros de bolso» e exclusivamente dedicada a temas alentejanos.





O livro será vendido pelo preço de 4,35 € e no lançamento será dado um marcador de livros em cortiça.

Por último, deixo-vos ainda um vídeo promocional que fizemos do evento https://www.youtube.com/watch?v=bBgMzaT1vp0

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O «melhor» clube de futebol Alentejano

Foram poucos, aliás, muito poucos os clubes alentejanos que chegaram à principal divisão nacional de futebol. Fruto de uma região que, ao longo da segunda metade do século XX, tem vindo a perder importância económica e, sobretudo, demográfica, parece inatingível que algum clube alentejano volte a estar entre "os grandes" do futebol português. Contudo, nem sempre foi assim.


A estreia de um clube alentejano no campeonato nacional da 1ª divisão deu-se, na época de 1945/46, através do extinto Sport Lisboa e Elvas. Neste ano, o S.L. Elvas terminou em 9º lugar, num total de 12, com 17 pontos, fruto de 8 vitórias, 1 empate e 13 derrotas. Uma destas últimas, consentida em casa, permitiu ao C.F. "Os Belenenses" consagrar-se como campeão nacional. O clube viria a fundir-se, em 1947, com Sporting Clube de Elvas dando origem ao "O Elvas, Clube Alentejano dos Desportos" que disputaria mais seis épocas na primeira divisão, a última das quais em 1986/87.

Um pouco mais tarde, na época 1953/53, foi a vez do Lusitano Ginásio Clube, de Évora, chegar à primeira divisão nacional, num campeonato ganho pelo Sporting, em que eborenses terminaram em 7º lugar, num total de 14, com 25 pontos acumulados decorrentes de 10 vitórias e 5 empates. O Lusitano é, ainda hoje, o clube alentejano com mais épocas disputadas na 1ª divisão, bem como o clube com mais vitórias, pontos e golos marcados. O que, no limite, permite atribuir-lhe o título de melhor clube alentejano.




No entanto, o campomaiorense, cuja estreia data da época de 1995/96, é o único clube do Alentejo a ter disputado a final de uma Taça de Portugal. Foi na época 1998/99 que, no Estádio do Jamor, os norte-alentejanos de Campo Maior se bateram com o Beira-Mar, numa final totalmente atípica, acabando por perder por um golo apontado por Ricardo Sousa. A este registo juntam-se 5 épocas no principal escalão do futebol nacional, não muito brilhantes, já que a melhor classificação saldou-se por um 11º lugar, num total de 18, em 1997/98.

Na minha opinião, o título acaba mesmo por ir para o Lusitano de Évora, porém, falta um dado importante nesta disputa: a melhor classificação que cada um obteve, algo que, confesso, não tive para pesquisar. Se alguém quiser acrescentar, que o faça na caixa de comentários. Por agora deixo que as estatísticas falem por si.

Atualização: Entretanto, por indicação de Rui Eduardo Jesuíno, fiquei a saber que quer "O Elvas", quer o Lusitano de Évora, obtiveram, como melhor classificação, um 7º lugar, pelo que o lugar do Lusitano como «melhor» clube de futebol alentejano parece assim ser incontestado, não obstante a final da Taça do Campomaiorense.

Campeonato dos Campeonatos dos clubes Alentejanos que participaram na I Divisão

Clube Concelho Região Épocas Pontos Jogos Vitória Empate Derrota GM GS
Lusitano Évora Alentejo Central 14 296 364 116 64 184 494 722
O Elvas* Elvas Alto Alentejo 7 148 194 54 40 100 319 450
Campomaiorense Campo Maior Alto Alentejo 5 130 170 48 34 88 186 287

* O desempenho do SL Elvas, antecessor de "O Elvas", encontra-se somada às deste clube. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Produção Alentejana de cortiça, em 1905, discriminada por concelho

Algumas das principais problemáticas do meu projeto de doutoramento serão estudadas a partir dos registos notariais dos concelhos alentejanos com maior produção florestal e industrial de cortiça. É a partir da informação contida neste tipo de fontes que procurarei resolver as problemáticas relativas ao funcionamento do mercado da terra, entre as quais saliento a análise detalhada dos contratos de arrendamento e/ou de venda de cortiça.





Os conteúdos dos registos notariais encerram ainda informações sobre o estabelecimento de sociedades comerciais e industriais, pelo que também possuem algum potencial na caracterização da indústria corticeira presente no Alentejo. Já relacionado somente com a problemática da deslocalização industrial e das estratégias empresariais, estes registos permitir-me-ão determinar a constituição (ou não) de redes de informação sustentadas pelas empresas, através do recurso a colaboradores no terreno. Toda esta importante documentação encontra-se disponível para consulta nos diversos Arquivos Distritais da região Alentejana – Portalegre, Setúbal, Évora e Beja.


No entanto, sendo impossível consultar todos os concelhos, há que fazer uma escolha. Assim, estou-me a centrar num conjunto selecionado de municípios do espaço alentejano. Este não são mais do que o «TOP 10» em termos de produção de cortiça aos quais se juntam, pelo facto de se terem constituído como importantes centros industriais de cortiça, os concelhos de Portalegre (sede da Robinson Cork Grewers, Ltd.), e de Estremoz (sede da Sociedade Nacional de Cortiças, propriedade da família Reynolds).

Deixo-vos, por mera curiosidade, essa lista.

Produção Alentejana de cortiça discriminada por concelho (1905)


Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo/ Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria/ Direcção-Geral de Agricultura/ NP 952/ Documento 10.

Legenda: A castanho os concelhos em que estou a pesquisar (ou pesquisarei) os respetivos registos notariais.

Nota: Veja-se como, em 1941, Ponte de Sor já tinha ultrapassado muitos dos concelhos que aqui ainda se encontravam à sua frente: http://sobreaponte.blogspot.pt/2012/11/concelhos-com-maior-producao-de-cortica.html

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Mercado florestal de cortiça do Alto Alentejo e Extremadura (1830-1910)


Na próxima sexta-feira, dia 17 de Maio, participarei no II Encontro de História Contemporânea que se realizará na Universidade de Évora. A minha sessão está prevista para as 15h30, conforme o programa do encontro

O texto que irei apresentar conjuntamente com o meu amigo Francisco Parejo Moruno da Universidad de Extremadura, pode ser encontrado aqui. Este, no entanto, constitui apenas uma primeira investigação neste tema, como, aliás, nós explicamos, pelo que as principais questões de carácter empresarial estão ainda por explorar.

Produção regional de cortiça (1905)

Nota: O Distrito de Lisboa compreendia à época todo a área que viria a ser, a partir de 1926, o Distrito de Setúbal. Desta forma fica explicado a produção tão elevada deste distrito.

Já a Ana Isabel irá também participar, mas no dia anterior, com uma comunicação relacionada com a assistência no distrito de Portalegre, no século XIX, fruto das suas investigações.


domingo, 10 de março de 2013

O negócio corticeiro norte-alentejano - Ciclo de «Cafés com Letras» em Ponte de Sor

No próximo dia 16 de Março, pelas 21h30, na Fábrica do Arroz, em Ponte de Sor, realiza-se o primeiro «Café com Letras» organizado por mim e pelo núcleo de Ponte de Sor da Associação Nova Cultura.

Neste primeiro encontro discutir-se-á o negócio corticeiro norte-alentejano, que, desde meados do século XIX, se constituiu como um dos principais elementos da economia regional.


Serão realizadas realizadas duas breves comunicações como forma de introduzir o tema. A primeira, da minha autoria, prende-se com a evolução histórica deste setor. Porém, como pretendo não tomar demasiado tempo, decidi escolher três aspetos que me parecem dos mais importantes: o arranque «tardio» do negócio corticeiro em Portugal, marcado também por uma certa ambiguidade da política económica do Estado; a ascensão de Portugal a líder mundial deste setor, onde o Estado, através da ação da Junta Nacional de Cortiça, teve um papel de destaque; e, por último, a evolução da geografia da indústria corticeira. Em todos estes momentos haverá um especial destaque para o caso particular do Alto Alentejo.

A segunda intervenção prevista (porque esperamos que muitos queiram e venham a intervir) ficará a cargo de Pedro Mourisco. Este apresentará um projeto de um living lab corticeiro para o concelho de Ponte de Sor.

Este encontros têm o objetivo de contribuir para um debate cívico sobre temas que exercem uma grande influência no quotidiano pontessorense, pelo que apelamos à participação da população.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ciclo de Café com Letras em Ponte de Sor - 2013

Como já tínha anunciado irei organizar, com o apoio do núcleo de Ponte de Sor da Associação Nova Culturaum ciclo de «Café com Letras» que pretende estimular, entre a população local, a reflexão e o debate sobre alguns assuntos de interesse regional, que naturalmente estão inseridos em dinâmicas de âmbito nacional e internacional. O ponto de partida é uma análise histórica de longa duração, levada a cabo por jovens especialistas, para que posteriormente o público em geral, e os pontessorenses em particular, possam contribuir para um debate sobre temas que lhes são próximos e que, ao mesmo tempo, exercem uma grande influência no seu quotidiano.



Assim, no próximo dia 16 de Março, pelas 21h30, na Fábrica do Arroz, em Ponte de Sor, discutir-se-á o negócio corticeiro norte-alentejano, que, desde meados do século XIX, se constituiu como um dos principais elementos da economia regional. Em breve enviaremos um convite com maior detalhe deste primeiro «Café com Letras».

Nos encontros seguintes será abordada a desertificação do Alentejo (Junho de 2013), a partir do exemplo das tentativas de colonização interna da região, durante o Estado Novo; a emigração científica (Setembro de 2013), tendo como base o caso de Joaquim Barradas de Carvalho, um historiador com raízes familiares profundas no concelho de Ponte de Sor; e a desigualdade social e de rendimento (Novembro/Dezembro de 2013).

A estes eventos, junta-se o ciclo de "Encontros com a História" promovido pela Ana Isabel e que terá lugar periodicamente no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor. O primeiro está já marcado para o próximo dia 23 de Fevereiro, pelas 16h00.

Neste sentido, gostaríamos de convidar os nossos leitores a estarem presentes, bem como pedir-vos que divulguem, dentro das vossas possibilidades, estes eventos. 

Para mais informações visitem este espaço ou enviem um e-mail para cmsaff@gmail.com

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A Colonização Interna do Alentejo

A ideia de Reforma Agrária é, em Portugal, muito anterior ao PREC, que se desenvolveu entre 1974 e 1975, embora, evidentemente, com outras características e objetivos. Podemos encontrá-la, desde logo, no período do Estado Novo, associada ao praticamente fracassado processo de Colonização Interna, que  se materializou, entre outros aspetos, na formação, em 1936, de um organismo corporativo destinado a promover a ocupação agrícola do grande latifúndio existente no Sul de Portugal.


No entanto, se recuarmos até ao século XIX, o reformismo agrário encontra-se plenamente presente no discurso político e, inclusivamente, em algumas medidas concretas. A ideia é simples e, talvez também por isso, sedutora, já que pressupunha o combate a uma das maiores desigualdades históricas dicotómicas de Portugal, a existência do minifúndio a Norte, por oposição ao grande latifúndio a Sul.

A resposta residia na concentração do minifúndio do Norte e, simultaneamente, pela divisão das grandes propriedades do Sul, exploradas por famílias nortenhas que, desta forma, colonizariam também o já despovoado Alentejo (embora, em termos relativos e, em alguns casos, absolutos, menos despovoado que atualmente).

Não é então de admirar que o artigo 18º do regulamento da Escola Prática de Agricultura de Portalegre, publicado em 1887, explicite o seguinte: "Faz parte da escola e constitue a sua base fundamental (...) uma colonia agricola composta de dez familias, contratadas pelo governo, das quaes oito pertencerão ás provincias do norte do paiz e duas ao Alentejo".

Para uma leitura mais aprofundada desta questão no contexto do Estado Novo:

Silva, Maria Elisa. 2011. A propriedade e os seus sujeitos: colonização interna e colónias agrícolas durante o Estado Novo. Dissertação de Mestrado, Lisboa: Universidade Nova de Lisboa.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O crescimento populacional de Ponte de Sor (Séc. XX)

Hoje estive a consultar as publicações do Conselho Distrital de Agricultura de Portalegre, um organismo que funcionou, no século XIX, dependente da Direcção-Geral de Agricultura que, por sua vez, estava integrada no Ministério das Obras Públicas Comércio e Indústria. 

Entre as publicações contam-se os "Annaes Agrícolas" com dados estatísticos da produção agrícola, das observações meteorológicas, mas também contendo informações sobre o ensino agrícola, entre muitos outros aspetos. Curiosamente, como forma de se caracterizar o Distrito, publicou-se, logo no primeiro número, referente ao biénio 1878-79, um quadro com a população do distrito discriminada por concelho e, num outro quadro, por freguesia.

Saltou-me logo à vista o escasso efetivo do Concelho de Ponte de Sor, atualmente o terceiro mais populoso do Distrito. Na realidade, já desconfiava que historicamente o Concelho de Ponte de Sor era pouco povoado, sendo que, provavelmente, quanto mais recuarmos, menor será a dimensão populacional do Concelho no conjunto do Distrito de Portalegre. 

Quadro 1 - População do Distrito de Portalegre discriminada por Concelho 


1878
1901
1940
1960
1980
2011
Alter do Chão
5.827
8.033
9.328
8.383
4.839
3.562
Arronches
4.209
4.693
7.121
6.818
4.332
3.119
Avis
5.330
6.731
8.981
8.977
5.865
4.559
Campo Maior
5.681
5.895
9.040
9.887
8.439
8.456
Castelo  Vide
6.255
6.505
7.361
6.538
4.182
3.407
Crato
5.447
5.810
9.216
8.642
5.572
3.708
Elvas
20.584
20.722
29.080
28.562
24.444
23.078
Fronteira
3.002
3.392
7.550
7.063
4.428
3.410
Gavião
5.030
6.364
10.439
10.049
6.601
4.132
Marvão
5.428
5.987
7.630
7.478
5.410
3.512
Monforte
5.489
5.235
8.087
7.425
4.140
3.329
Nisa
9.812
12.976
18.963
17.976
10.390
7.450
Ponte de Sor
6.009
7.923
19.232
21.902
17.701
16.691
Portalegre
14.861
18.510
25.815
28.384
27.391
24.930
Sousel
4.411
5.921
11.201
10.578
7.203
5.074
Total
107.375
124.697
189.044
188.662
140.937
118.417

Outra suspeita que tenho é que este desenvolvimento está em muito relacionado com a construção do caminho-de-ferro que constituiu, em Ponte de Sor, um pólo de atração de populações e indústrias. Esta minha suspeita relaciona-se com o facto da construção da rede ferroviária ter, de uma forma geral, contribuído para o desenvolvimento populacional, em termos absolutos e relativos, das freguesias e concelhos que beneficiaram com esta acessibilidade, a partir da segunda metade do século XIX (Silveira et al. 2011).


Simultaneamente, a indústria também se deslocalizou para junto dos principais eixos de transportes, a maior parte deles situados no litoral, no entanto, conhecendo um pouco da dinâmica industrial de Ponte de Sor, talvez esta localidade tenha sido uma das poucas do interior a aumentar, em termos relativos nacionais, a concentração industrial. Seria uma interessante questão a investigar a nível local. 


                                                                        Quadro 2 
                  População do Concelho de Ponte de Sor relativamente ao total Distrital (%)


1878
1901
1940
1960
1980
2011
Ponte de Sor
5,60
6,35
10,17
11,61
12,56
14,10

Este último fator torna-se particularmente significativo se atendermos ao facto que a localização industrial é um dos parâmetros mais importantes para o desenvolvimento económico e responsável pela fixação de populações, devido à especial capacidade dinamizadora do conjunto da economia que supõe uma atividade deste tipo. É, portanto, bastante comum identificar-se industrialização com desenvolvimento económico e carência de indústria com atraso. Assim, com poucas exceções, não existem países ou regiões desenvolvidos que não se destaquem pela dimensão e produtividade do seu setor industrial.

Outra questão que me faz presumir este efeito dos caminhos-de-ferro é a progressiva concentração da população do concelho na sua sede. No entanto, também se pode argumentar que este efeito deve-se mais ao facto da vila, mais tarde cidade, de Ponte de Sor acolher a grande maioria dos serviços do Estado. De facto, quando o Estado tinha um peso consideravelmente menor do que atualmente, o esvaziamento das outras freguesias em direção à sede de concelho não parecia estar ainda a formar-se, como se pode ser nos seguintes quadros.


Quadro 3 - População do Concelho de Ponte de Sor discriminada por Freguesia


1864
1878
Galveias
1.419
1.513
Montargil
1.082
1.939
Ponte Sor
2.311
2.557
Total
4.812
6.009


Atualmente o peso da sede de Concelho é esmagador por comparação com o século XIX.

                                                                             Quadro 4 
                  População da Freguesia de Ponte de Sor relativamente ao total do Concelho (%)


1864
1878
2011*
Ponte Sor
48
43
74,31

Faltam, no entanto, muito dados e muito estudo para se poder confirmar estas minhas suspeitas. Ter-se-ia que analisar toda a dinâmica populacional do Distrito de Portalegre e do Concelho de Ponte de Sor, nos últimos duzentos anos. Por outro lado, a contabilização do trabalho industrial e do rendimento per capita,  nestes parâmetros, seria também bastante importante.

É um trabalho moderadamente demorado e para o qual não terei disponibilidade nos próximos dois a três anos. Talvez no futuro tenha essa disponibilidade ou, por outro lado, a Ana Isabel o queira fazer.

* Para este cálculo adicionei a população das freguesias de Tramaga, Longomel e Vale de Açor de forma a reconstruir uma unidade administrativa historicamente comparável, visto que em 1993, a freguesia de Ponte de Sor foi desmembrada destas freguesias.